Estudar na Inglaterra é o sonho de muitos estudantes brasileiros. O país abriga algumas das universidades mais prestigiadas do mundo, como Oxford, Cambridge, UCL, Manchester e tantas outras instituições de excelência.
Além disso, os cursos costumam ter duração menor do que em vários outros países — o que pode representar economia de tempo e dinheiro.
Mas existe um desafio real: o custo. As anuidades para estudantes internacionais são altas, e o custo de vida no Reino Unido exige planejamento financeiro sólido.
É justamente por isso que entender como funcionam as bolsas específicas para a Inglaterra faz toda a diferença. Não basta procurar "bolsa na Europa" de forma genérica.
O sistema britânico tem características próprias, critérios muito claros e estratégias específicas que aumentam (ou reduzem drasticamente) suas chances.
Neste artigo, vamos focar exclusivamente no contexto inglês e mostrar como estruturar sua candidatura de forma inteligente.
O que você vai aprender:
- Como funciona o sistema de bolsas no Reino Unido
- Diferença entre bolsas do governo e das universidades
- O que as universidades inglesas realmente valorizam
- Como estruturar um personal statement competitivo
- Estratégias específicas para aumentar suas chances na Inglaterra
Como funcionam as bolsas na Inglaterra?
Diferente de alguns países europeus que oferecem universidades públicas com taxas muito reduzidas, a Inglaterra trabalha majoritariamente com anuidades elevadas para estudantes internacionais. Por isso, as bolsas costumam ser competitivas e altamente seletivas.
Existem três principais fontes de financiamento:
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Bolsas do governo britânico.
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Bolsas oferecidas diretamente pelas universidades.
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Bolsas de fundações e organizações parceiras.
Cada uma delas possui critérios próprios, mas todas compartilham uma característica: valorizam excelência acadêmica, clareza de propósito e potencial de impacto.
Chevening: a principal bolsa do governo britânico
Quando falamos de Inglaterra, é impossível não mencionar a Chevening. Trata-se de uma bolsa integral financiada pelo governo britânico para cursos de mestrado de um ano.
Ela cobre anuidade, passagem aérea, visto e oferece auxílio mensal para manutenção.
Mas a Chevening não é apenas acadêmica. Ela busca líderes em potencial. O processo seletivo valoriza fortemente:
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Experiência profissional comprovada
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Capacidade de liderança
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Clareza de objetivos pós-mestrado
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Networking e impacto no país de origem
Ou seja, não é uma bolsa focada apenas em notas altas. É estratégica, política e voltada para formação de lideranças globais.
Quem se candidata precisa mostrar maturidade profissional e visão clara de futuro.
Bolsas específicas das universidades inglesas
Além da Chevening, muitas universidades oferecem bolsas próprias para estudantes internacionais. Aqui está um ponto fundamental: cada universidade define critérios diferentes.
Algumas priorizam mérito acadêmico excepcional. Outras buscam diversidade internacional. Algumas oferecem descontos parciais automáticos para alunos com alto desempenho.
Universidades como Oxford e Cambridge possuem programas próprios extremamente competitivos (como Rhodes e Gates Cambridge), enquanto instituições como University of Bristol, University of Warwick e University of Nottingham frequentemente oferecem bolsas parciais para estudantes internacionais de destaque.
O erro mais comum é aplicar para o curso e só depois procurar bolsa. Na Inglaterra, o ideal é pesquisar as bolsas antes mesmo de enviar sua application.
O que as universidades inglesas realmente valorizam
O sistema britânico é altamente objetivo. Eles analisam critérios claros:
Primeiro, consistência acadêmica. Seu histórico precisa demonstrar desempenho sólido ao longo do tempo.
Segundo, coerência entre sua trajetória e o curso escolhido. Mudar totalmente de área sem justificativa bem estruturada reduz chances.
Terceiro, clareza no personal statement. O Reino Unido valoriza textos diretos, bem argumentados e sem exageros emocionais.
Diferente de alguns países que apreciam narrativas longas e inspiracionais, as universidades inglesas preferem objetividade, foco acadêmico e maturidade intelectual.
Como escrever um personal statement competitivo para a Inglaterra
O personal statement britânico não é um texto sobre "seu sonho". Ele é um argumento estruturado.
Você precisa demonstrar:
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Por que escolheu aquele curso específico
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Como sua formação anterior te preparou para ele
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Quais competências acadêmicas você desenvolveu
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Como aquele programa se conecta aos seus planos futuros
É essencial mencionar disciplinas específicas, projetos acadêmicos relevantes e até professores ou linhas de pesquisa da universidade.
Quanto mais específico, melhor.
Estratégias específicas para aumentar suas chances
Uma estratégia inteligente para Inglaterra é aplicar para universidades além das mais famosas. Instituições fora do eixo Londres-Oxford-Cambridge podem oferecer bolsas menos concorridas.
Outra estratégia é fortalecer seu perfil com experiências acadêmicas práticas: pesquisa, iniciação científica, artigos publicados ou projetos relevantes.
Também é importante preparar-se para comprovar proficiência em inglês com antecedência, pois exames como IELTS são frequentemente exigidos com nota alta.
Por fim, atenção aos prazos. O calendário britânico costuma ser antecipado, e algumas bolsas encerram antes mesmo do prazo final do curso.
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