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Muita gente imagina que a experiência de estudar fora se resume às salas de aula, aos professores e ao campus. Mas existe um espaço que, para muitos estudantes internacionais, se torna praticamente uma segunda casa: a biblioteca universitária. Em vários países, ela não é apenas um lugar para pegar livros emprestados, mas sim um verdadeiro centro de apoio acadêmico, tecnológico e até social.
Entender como as bibliotecas funcionam no exterior ajuda você a se preparar melhor para a rotina de estudos, aproveitar recursos que muitas vezes passam despercebidos e até melhorar seu desempenho acadêmico durante o intercâmbio.
Você vai aprender:
- Como as bibliotecas universitárias são estruturadas fora do Brasil
- Quais tipos de materiais e recursos você encontra além de livros
- Como funcionam os espaços de estudo individuais e em grupo
- O papel da tecnologia nas bibliotecas internacionais
- Serviços de apoio ao estudante que muita gente não conhece
- Regras, cultura de uso e diferenças em relação ao Brasil
Bibliotecas como centros de aprendizagem, não só de livros
Em muitas universidades da América do Norte, Europa, Oceania e parte da Ásia, a biblioteca é vista como o coração acadêmico do campus. Ela é pensada para ser um ambiente completo de aprendizagem, que vai muito além de estantes cheias de livros físicos.
É comum que essas bibliotecas reúnam, no mesmo prédio, áreas de estudo silencioso, salas para trabalhos em grupo, laboratórios de informática, estúdios de mídia, suporte para pesquisa acadêmica e até serviços de orientação sobre escrita acadêmica. O estudante não vai até lá apenas para “pegar um livro”, mas para estudar, produzir trabalhos, gravar apresentações, participar de workshops e tirar dúvidas metodológicas.
Acervo físico + acervo digital gigante
Embora os livros impressos continuem presentes, o grande diferencial das bibliotecas universitárias no exterior costuma estar no acesso a bases de dados e conteúdos digitais.
Os estudantes matriculados têm acesso remoto a milhares de artigos científicos, periódicos acadêmicos, e-books, relatórios técnicos e bancos de dados especializados. Plataformas como JSTOR, ScienceDirect, PubMed, Scopus e muitas outras fazem parte do dia a dia acadêmico, e a biblioteca é quem gerencia esse acesso.
Isso significa que, mesmo do seu quarto ou de um café, você consegue baixar materiais que, fora do ambiente universitário, seriam pagos ou difíceis de encontrar. Para quem vai fazer intercâmbio acadêmico, isso é uma grande vantagem na hora de preparar trabalhos, pesquisas e projetos.
Espaços de estudo para diferentes necessidades
Outro ponto que surpreende muitos brasileiros é a variedade de espaços dentro das bibliotecas internacionais.
Existem áreas de silêncio absoluto, onde qualquer ruído é malvisto, ideais para leitura concentrada e preparação para provas. Ao mesmo tempo, há salas fechadas que podem ser reservadas por grupos de estudantes para fazer trabalhos em equipe, ensaiar apresentações ou discutir projetos.
Em algumas universidades, também há cabines individuais, poltronas mais confortáveis, áreas com lousas e telas para compartilhamento de conteúdo, e até zonas mais informais, onde conversar baixo é permitido. Essa divisão ajuda a respeitar diferentes estilos de estudo, algo que nem sempre é tão estruturado em bibliotecas brasileiras.
Tecnologia a favor do estudante
As bibliotecas fora do Brasil costumam ser altamente integradas à tecnologia. É comum encontrar computadores de alto desempenho, softwares específicos para estatística, design, edição de vídeo e programação, todos disponíveis para uso dos alunos.
Muitas também oferecem empréstimo de equipamentos, como notebooks, tablets, câmeras, gravadores de áudio, calculadoras avançadas e até kits de realidade virtual, dependendo do curso. Para estudantes internacionais que não conseguem levar muitos equipamentos do Brasil, isso faz uma grande diferença.
Além disso, os sistemas de empréstimo e devolução de livros são, em geral, automatizados. Você mesmo escaneia o material, renova prazos online e recebe alertas por e-mail ou aplicativo, o que facilita bastante a organização da rotina.
Apoio direto para pesquisas e trabalhos acadêmicos
Um serviço pouco conhecido por quem nunca estudou fora é o suporte acadêmico oferecido dentro das bibliotecas. Muitas contam com bibliotecários especializados que ajudam os alunos a encontrar fontes confiáveis, usar bases de dados corretamente e organizar referências bibliográficas.
Também é comum haver sessões de orientação sobre plágio, normas de citação, escrita acadêmica e métodos de pesquisa. Em alguns lugares, existem até centros de apoio à escrita (writing centers) localizados dentro ou ao lado da biblioteca, onde estudantes podem receber feedback sobre redações e trabalhos.
Para quem estuda em outro idioma, esse tipo de apoio é extremamente valioso e pode ajudar a evitar erros comuns nos primeiros meses.
Cultura de uso e regras que você precisa respeitar
Assim como no Brasil, as bibliotecas no exterior têm regras, mas a cultura de uso costuma ser levada muito a sério. Falar alto em áreas silenciosas, atender ligações ou desrespeitar o ambiente de estudo pode render advertências.
Por outro lado, os estudantes também se sentem muito à vontade para passar horas no local. É comum ver gente estudando à noite, nos fins de semana e até durante períodos de prova em bibliotecas que funcionam 24 horas por dia.
Outro detalhe importante é o cuidado com prazos de devolução. Multas por atraso podem existir, e o não cumprimento das regras pode bloquear seu acesso a novos empréstimos.
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Foto de capa por Susan Q Yin na Unsplash