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Para muitos estudantes, a ideia de fazer intercâmbio ainda está muito ligada a estudar fora — seja um curso de idiomas, uma graduação ou até um mestrado. Mas existe um caminho que, além de proporcionar experiência internacional, ainda permite ganhar dinheiro enquanto você aprende: o estágio remunerado no exterior.
E é aqui que entra um programa que ainda é pouco conhecido no Brasil, mas extremamente relevante para universitários: o IAESTE.
Se você nunca ouviu falar, não se preocupe. Isso é mais comum do que parece. Mesmo sendo uma organização presente em dezenas de países e com décadas de atuação, o IAESTE ainda passa despercebido por muitos estudantes — principalmente aqueles que estão começando a pesquisar sobre oportunidades internacionais.
Só que existe um detalhe importante:
para quem quer ganhar experiência prática fora do país, esse pode ser um dos caminhos mais acessíveis e estratégicos.
Ao longo deste artigo, nós vamos te mostrar como o IAESTE funciona, quem pode participar, quais são os requisitos e, principalmente, como aumentar suas chances de conseguir uma vaga.
O que você vai aprender:
- O que é o IAESTE e como ele funciona
- Quem pode participar do programa
- Como são os estágios e quanto eles pagam
- O passo a passo para se candidatar
- Dicas práticas para aumentar suas chances
O que é o IAESTE e por que ele é diferente
O IAESTE (International Association for the Exchange of Students for Technical Experience) é uma organização internacional que conecta estudantes universitários a oportunidades de estágio em diversos países.
Mas diferente de plataformas comuns de vagas, o IAESTE funciona como uma rede de cooperação entre universidades e comitês nacionais. Isso muda completamente a dinâmica do processo.
Na prática, as vagas não são abertas para o mundo inteiro competir ao mesmo tempo. Existe uma distribuição organizada entre os países participantes, o que torna o processo mais estruturado — e, em muitos casos, mais acessível.
Outro ponto importante é o tipo de vaga oferecida. O foco do IAESTE está em áreas técnicas e acadêmicas, como engenharia, tecnologia, ciências exatas e áreas correlatas. Ou seja, não são vagas genéricas: são experiências alinhadas com a formação do estudante.
E talvez o diferencial mais relevante:
os estágios são, em sua maioria, remunerados.
Isso não significa que você vai “ficar rico” durante o intercâmbio, mas normalmente o valor pago é suficiente para cobrir custos básicos como moradia e alimentação no país de destino.
Quem pode participar do IAESTE
O IAESTE não é um programa aberto para qualquer pessoa. Ele é voltado especificamente para estudantes universitários.
De forma geral, os principais requisitos incluem:
-
Estar matriculado em uma universidade
-
Ter vínculo ativo durante o processo
-
Estar em áreas compatíveis com as vagas (principalmente técnicas)
-
Ter um nível mínimo de inglês (ou do idioma exigido pela vaga)
Mas existe um detalhe importante aqui: os critérios podem variar um pouco dependendo da universidade e do comitê local responsável pelo programa.
No Brasil, o IAESTE costuma ser intermediado por instituições de ensino ou organizações parceiras. Isso significa que, em muitos casos, o primeiro passo é verificar se a sua universidade participa do programa.
Se não participar, ainda existem alternativas — mas o caminho pode ser um pouco diferente.
Como funcionam as vagas na prática
Uma das maiores dúvidas de quem conhece o IAESTE é entender como são, de fato, essas oportunidades.
Diferente de programas mais engessados, o IAESTE oferece vagas em empresas, laboratórios e instituições de pesquisa ao redor do mundo. Isso significa que a experiência pode variar bastante dependendo da área e do país.
Ainda assim, existem alguns padrões que ajudam a ter uma noção mais clara.
A duração dos estágios costuma variar entre algumas semanas e até um ano, sendo mais comum encontrar oportunidades de dois a quatro meses — especialmente durante períodos de férias acadêmicas.
A carga horária geralmente segue o padrão local, semelhante a um estágio tradicional no país de destino.
E sobre a remuneração, o ponto mais importante é entender que ela é pensada para cobrir o custo de vida básico. Em muitos casos, o estudante consegue se manter sem precisar levar grandes quantias de dinheiro, mas ainda assim é recomendado ter uma reserva.
Outro aspecto interessante é que algumas vagas oferecem benefícios adicionais, como ajuda com acomodação ou suporte local, o que facilita bastante a adaptação.
Como funciona o processo de candidatura
O processo do IAESTE não é complicado, mas exige atenção aos detalhes.
De forma geral, ele segue uma lógica parecida com outros processos internacionais, mas com algumas particularidades importantes.
Primeiro, você precisa se cadastrar por meio do comitê responsável (geralmente ligado à sua universidade ou a uma organização nacional).
Depois disso, você terá acesso às vagas disponíveis. Aqui, entra um ponto estratégico: como a distribuição é organizada entre países, a concorrência pode ser mais equilibrada do que em plataformas abertas.
A candidatura envolve envio de documentos como:
-
currículo em inglês
-
histórico acadêmico
-
carta de motivação (em alguns casos)
Após essa etapa, acontece a seleção. Dependendo da vaga, pode haver entrevista ou apenas análise documental.
Se aprovado, você segue para as etapas finais, que envolvem organização de viagem, documentação e adaptação ao país de destino.
O que realmente aumenta suas chances de conseguir uma vaga
Mesmo sendo um processo mais estruturado, o IAESTE continua sendo competitivo. Por isso, alguns fatores fazem diferença.
O primeiro é o alinhamento entre seu perfil e a vaga. Não adianta sair aplicando para tudo. Quanto mais coerente for sua candidatura, maiores as chances.
O segundo é o nível de inglês. Não precisa ser perfeito, mas precisa ser funcional. Afinal, você vai trabalhar em outro país.
Outro ponto relevante é o currículo. Experiências acadêmicas, projetos, iniciação científica e até atividades extracurriculares contam bastante.
Além disso, demonstrar interesse real na área e na oportunidade específica pode ser um diferencial importante — especialmente em vagas que exigem carta de motivação.
Vale a pena tentar o IAESTE?
Se você é universitário e quer ter uma experiência internacional prática, o IAESTE é, sem dúvida, uma das opções mais estratégicas.
Ele combina três fatores que são difíceis de encontrar juntos:
-
experiência profissional internacional
-
possibilidade de remuneração
-
acesso mais estruturado às vagas
Claro, não é um caminho automático. Exige preparo, atenção e iniciativa.
Mas, comparado a outras formas de conseguir estágio fora, ele pode ser mais acessível — principalmente para quem ainda está no início da jornada internacional.
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Foto de capa por Markus Spiske na Unsplash