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Quando o assunto é estudar fora, o custo de vida costuma ser o primeiro grande bloqueio mental. Existe a ideia quase automática de que qualquer país no exterior será, necessariamente, mais caro do que viver no Brasil — e que estudar fora só é possível para quem tem muito dinheiro.
Essa percepção, apesar de comum, não é totalmente verdadeira. Em vários países, especialmente quando analisamos o custo de vida sob a ótica do estudante, é possível viver com gastos mensais iguais ou até menores do que os enfrentados em muitas cidades brasileiras.
Neste artigo, nós vamos analisar países onde o custo de vida estudantil pode ser mais baixo do que no Brasil, explicando por que isso acontece, em quais condições isso é possível e quais cuidados tomar para não cair em comparações irreais.
O que você vai aprender:
- Por que comparar custo de vida exige critério
- O que muda quando analisamos gastos do ponto de vista estudantil
- Países onde estudantes conseguem viver com menos do que no Brasil
- Fatores que tornam esses destinos mais acessíveis
- Como avaliar se esses países fazem sentido para o seu perfil
Por que comparar custo de vida entre países não é tão simples
Antes de falar de países específicos, é importante ajustar a forma como essa comparação é feita. O custo de vida não é um número absoluto. Ele depende de cidade, estilo de vida, tipo de moradia e, principalmente, do status do estudante.
No exterior, estudantes costumam ter acesso a benefícios que reduzem significativamente os gastos mensais, como transporte subsidiado, moradia estudantil, restaurantes universitários e descontos em serviços básicos. Quando esses fatores entram na conta, o custo real de viver fora pode cair bastante.
Além disso, muitas comparações usam capitais ou cidades turísticas como referência, o que distorce completamente a realidade de quem vive como estudante.
Quando viver fora pode sair mais barato do que no Brasil
Para muitos estudantes brasileiros, o custo de vida alto está concentrado em grandes centros urbanos. Aluguel, transporte, alimentação e contas básicas consomem uma parte significativa da renda mensal.
Em alguns países, mesmo com moeda mais forte, o equilíbrio entre preços, subsídios e qualidade de serviços faz com que o gasto mensal seja mais previsível e, em alguns casos, menor.
Isso não significa que estudar fora seja barato, mas que o custo pode ser mais controlável do que se imagina.
1. Portugal
Portugal costuma aparecer como uma das portas de entrada mais acessíveis para brasileiros — e não é apenas pela língua.
Em cidades universitárias fora de Lisboa e Porto, o custo de vida estudantil pode ser significativamente menor. Aluguel em repúblicas, alimentação subsidiada em universidades e transporte com desconto fazem diferença no orçamento mensal.
Além disso, universidades públicas portuguesas costumam ter valores mais previsíveis, o que ajuda no planejamento financeiro de longo prazo.
2. Espanha
A Espanha, especialmente fora dos grandes centros turísticos, oferece um custo de vida estudantil bastante equilibrado.
Cidades universitárias menores têm aluguel mais acessível, transporte público eficiente e alimentação com preços razoáveis. O sistema universitário também oferece estruturas que reduzem gastos do dia a dia.
Para estudantes que se adaptam bem a um estilo de vida mais simples, a Espanha pode ser mais barata do que viver em grandes cidades brasileiras.
3. Polônia
A Polônia é um exemplo claro de como países menos óbvios podem ser financeiramente acessíveis.
O custo de moradia em cidades universitárias é mais baixo do que em grande parte da Europa Ocidental, e o transporte público estudantil é fortemente subsidiado. Alimentação e serviços básicos também têm preços mais controlados.
Apesar da barreira linguística fora da universidade, muitos cursos são oferecidos em inglês, o que amplia o acesso para estudantes internacionais.
4. Hungria
A Hungria se destaca por oferecer um custo de vida relativamente baixo aliado a universidades bem estruturadas.
Budapeste, apesar de ser capital, ainda mantém preços mais acessíveis do que outras capitais europeias. Para estudantes, os gastos mensais tendem a ser mais previsíveis, especialmente quando há acesso a moradia estudantil.
É um destino que exige planejamento, mas pode surpreender positivamente no orçamento.
5. México
O México é um dos países fora da Europa onde o custo de vida estudantil pode ser menor do que no Brasil.
Cidades universitárias oferecem boa infraestrutura, alimentação acessível e transporte com preços reduzidos. Para brasileiros, a adaptação cultural tende a ser mais rápida, o que também influencia no custo emocional da experiência.
Além disso, o país possui universidades com forte reconhecimento regional.
6. Argentina
Mesmo com instabilidades econômicas, a Argentina ainda pode representar um custo de vida estudantil menor, dependendo do período e da cidade.
Universidades públicas, transporte acessível e alimentação relativamente barata fazem com que o orçamento mensal de estudantes seja competitivo em relação ao Brasil.
Porém, é um destino que exige atenção constante ao cenário econômico e planejamento flexível.
O que torna esses países mais acessíveis para estudantes
O principal fator não é apenas o preço dos produtos, mas o conjunto de políticas e estruturas voltadas ao estudante.
Quando moradia, transporte e alimentação são parcialmente subsidiados, o custo de vida se torna mais previsível e menos vulnerável a oscilações.
Além disso, a possibilidade de viver em cidades menores, com boa oferta acadêmica, reduz significativamente os gastos.
Cuidado com comparações irreais
É importante evitar comparações baseadas em turismo, câmbio isolado ou relatos extremos da internet.
Cada país citado aqui pode ser barato ou caro, dependendo de escolhas individuais. O que faz a diferença é entender o perfil do estudante, o tipo de curso e o estilo de vida possível.
Estudar fora com baixo custo exige estratégia, não improviso.
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Foto de capa por Sasun Bughdaryan na Unsplash