Tempo de leitura: 8 minutos

Para muita gente, fazer um intercâmbio ainda está associado a estudar fora e, quase sempre, investir uma quantia considerável para isso acontecer. Mas existe um caminho diferente — e que, para muitos brasileiros, pode ser muito mais viável.

A possibilidade de viajar, trabalhar e se manter no exterior ao mesmo tempo.

É exatamente isso que o chamado Work and Holiday oferece. Um tipo de visto que permite que jovens vivam uma experiência internacional mais livre, combinando trabalho temporário com exploração cultural em países como Austrália e Nova Zelândia.

À primeira vista, parece o cenário ideal: ganhar em moeda forte, bancar sua própria viagem e ainda conhecer um dos destinos mais desejados do mundo.

Mas, como quase tudo no universo do intercâmbio, existe uma camada de estratégia que muita gente ignora. Nem todo brasileiro pode aplicar diretamente, existem regras específicas, e entender essas nuances faz toda a diferença entre um plano viável e uma frustração.

Neste artigo, a gente vai aprofundar exatamente isso. Não só como o visto funciona, mas quando ele faz sentido, quais são as limitações e como enxergar essa oportunidade de forma realista — sem perder o lado motivador que ela tem.

O que você vai aprender:

  • O que é o visto Work and Holiday e como ele funciona
  • Quais países oferecem esse tipo de programa
  • Se brasileiros podem aplicar diretamente
  • Como funciona o trabalho durante a experiência
  • Quanto dá para ganhar e quanto custa viver
  • Quando essa é uma boa escolha (e quando não é)

O que é o Work and Holiday e por que ele chama tanta atenção

O Work and Holiday é um tipo de visto criado por alguns países para permitir que jovens estrangeiros passem um período vivendo legalmente no país com liberdade para trabalhar e viajar.

Diferente de um intercâmbio tradicional, onde o foco principal está nos estudos, aqui a lógica é outra. O trabalho não é um complemento — ele é parte central da experiência. É através dele que muitos participantes conseguem se sustentar e prolongar sua estadia.

Essa proposta mais flexível é o que torna o programa tão atrativo. Você não está preso a uma instituição de ensino, não precisa seguir um cronograma acadêmico rígido e pode explorar diferentes cidades, empregos e experiências ao longo do período do visto.

É uma forma de intercâmbio muito mais dinâmica e, em muitos casos, mais acessível financeiramente.

Mas essa liberdade vem acompanhada de responsabilidade.

Porque, ao contrário de um intercâmbio estruturado, aqui você precisa se organizar para trabalhar, encontrar moradia e gerenciar sua própria rotina no exterior.

Austrália e Nova Zelândia: os destinos mais desejados

Quando se fala em Work and Holiday, dois países aparecem imediatamente como referência: Austrália e Nova Zelândia.

Isso acontece porque ambos oferecem qualidade de vida alta, mercados de trabalho acessíveis para estrangeiros e uma cultura muito receptiva a esse tipo de programa. Além disso, são destinos que combinam natureza, segurança e oportunidades reais de trabalho — algo que pesa muito na decisão de quem busca esse tipo de experiência.

Na prática, muitos participantes acabam trabalhando em áreas como hospitalidade, turismo, fazendas, construção civil e serviços gerais. São empregos que, embora nem sempre estejam ligados à formação acadêmica, oferecem remuneração suficiente para cobrir custos e, em muitos casos, permitir economia.

Outro ponto relevante é o salário mínimo desses países, que costuma ser significativamente mais alto do que no Brasil. Isso faz com que, mesmo em trabalhos considerados “básicos”, o poder de compra seja maior — o que viabiliza a experiência.

Brasileiros podem aplicar? Aqui está o ponto crítico

Esse é o detalhe que muda tudo — e que muita gente só descobre depois de se interessar pelo programa.

O visto clássico de Work and Holiday, oferecido por países como Austrália e Nova Zelândia, não está disponível diretamente para brasileiros.

Esses países possuem acordos específicos com determinadas nacionalidades, e o Brasil, na maioria dos casos, não faz parte dessa lista.

Isso não significa que a experiência é impossível. Mas significa que o caminho não é direto.

Muitos brasileiros acabam acessando experiências semelhantes por meio de outras estratégias, como intercâmbios de estudo com permissão de trabalho, programas específicos de trabalho temporário ou até cidadania europeia, que abre portas para esse tipo de visto em alguns países.

Ou seja, o conceito de “trabalhar e viajar” continua sendo possível — mas o caminho precisa ser adaptado à sua realidade.

Como funciona o trabalho durante o programa

Uma das maiores dúvidas sobre o Work and Holiday é como funciona, na prática, a parte do trabalho.

Diferente de vistos mais restritivos, esse tipo de programa permite trabalhar legalmente durante a estadia, geralmente com poucas limitações de carga horária. Isso dá liberdade para buscar diferentes oportunidades ao longo do período.

Na Austrália e na Nova Zelândia, é comum que participantes alternem entre empregos de curto prazo, aproveitando a mobilidade do programa. Trabalhos sazonais, especialmente em fazendas, também são bastante populares e podem oferecer benefícios adicionais, como moradia incluída.

No entanto, é importante ter uma visão realista.

Você não chega com emprego garantido. Existe um processo de busca, adaptação e, muitas vezes, aceitação de trabalhos iniciais mais simples até se estabilizar.

O inglês também influencia diretamente nas oportunidades disponíveis. Quanto melhor o nível de comunicação, maiores são as chances de conseguir empregos melhores e com remuneração mais alta.

Quanto custa viver — e quanto dá para ganhar

Uma das grandes vantagens do Work and Holiday é a possibilidade de equilibrar custos e renda.

O custo de vida em países como Austrália e Nova Zelândia não é baixo, especialmente em cidades maiores. Moradia, alimentação e transporte exigem planejamento, principalmente no início, quando você ainda não está trabalhando.

Por outro lado, os salários acompanham esse custo.

Mesmo empregos considerados básicos costumam pagar valores suficientes para cobrir despesas mensais e ainda permitir algum nível de economia, dependendo do estilo de vida.

O maior desafio costuma ser o início da jornada. É importante chegar com uma reserva financeira para se manter nas primeiras semanas, até conseguir trabalho e estabilizar sua renda.

Esse planejamento inicial faz toda a diferença na experiência.

Quando o Work and Holiday faz sentido para você

O Work and Holiday não é para todo mundo — e entender isso evita frustrações.

Ele faz mais sentido para quem busca uma experiência prática, dinâmica e com alto nível de autonomia. Pessoas que estão abertas a sair da zona de conforto, trabalhar em áreas diferentes e construir a experiência no dia a dia tendem a aproveitar muito mais o programa.

Também é uma excelente opção para quem quer melhorar o inglês na prática, vivendo o idioma no cotidiano e não apenas em sala de aula.

Por outro lado, se o seu objetivo principal é acadêmico, ou se você busca uma experiência mais estruturada, com suporte constante, talvez existam caminhos mais adequados dentro do universo do intercâmbio.

Alternativas para brasileiros que querem essa experiência

Mesmo sem acesso direto ao visto clássico, existem formas de viver algo muito próximo ao Work and Holiday.

Intercâmbios de estudo com permissão de trabalho, especialmente em países como Austrália, Irlanda e Canadá, são uma das opções mais populares. Eles combinam estudo e trabalho de forma legal, permitindo que você se mantenha durante a experiência.

Outra possibilidade envolve programas específicos de trabalho temporário ou até estratégias de médio prazo, como obtenção de cidadania europeia, que pode abrir portas para vistos desse tipo em outros países.

O ponto principal é entender que o modelo existe — e pode ser adaptado.

Chegou a sua vez de ir para o exterior

Se você quer conquistar um intercâmbio gratuito, com bolsa ou salário, existe o lugar certo para isso. A Escola M60 é a maior escola preparatória do Brasil para intercâmbios e está com vagas abertas para sua nova turma.

Nela, você tem acesso a ferramentas exclusivas, conteúdos sempre atualizados e o suporte de diversos mentores para te ajudar a criar a estratégia de aplicação perfeita para o seu perfil e objetivos!

Além de aulas gravadas, você também terá aulas ao vivo, buscador de bolsas abertas, acesso à nossa IA focada em intercâmbios, simuladores de provas internacionais, revisão de documentos, e ainda fará parte da Comunidade M60, um espaço reservado para trocas e interações entre alunos e ex-alunos que já foram para fora.

Quer se juntar a nós? Clique no botão abaixo e faça agora seu Teste de Perfil*.

Fazer Teste de Perfil

*Ele funciona como um filtro para selecionar aqueles que estão realmente dispostos a realizarem o sonho de ir para o exterior.


Foto de capa por Dan Freeman na Unsplash